A Dragão Brasil acabou… Denovo… Momento de Reflexão
Uma pena.
Acaba de sair uma declaração que após séculos de indefinição da editora da Dragão Brasil ( que nem lembro mais qual é, qual o nome mesmo?) se prosseguiria com a revista ou não, a situação ficou tão chata que gerou o desligamento do editor Silvio Campagnoni Martins e sua equipe. Eles meteram o pé, raparam fora, tiraram o deles de campo e da reta…
Agora é só esperar, a Dragão Brasil durantes anos foi referência para nosso hobby, mas hoje ela é passado. Não achei que a nova Dragão Brasil seguiria em frente, mas não por causa do conteúdo.
Talvez o publico rpgista tenha mudado. O modelo em revista, vendido em bancas para o nosso publico não dá certo mais. Vejo muitas revistas online (que estou preparando uma matéria sobre elas) e muitos blogs surgindo. O orkut esta cheio de comunidades com discussões que vão do ouro ao puro lixo, mas hoje em dia o conteúdo nesses locais esta muito mais rápido e mais interessante para os rpgistas brasileiros em geral. Nossos amigos estão na web, os rpgistas da nova geração e da velha estão aqui, lendo meu blog, o da matilha, compartilhando conhecimento em portais como o Rede RPG.
Não é o cenário de rpg que está em decadência por causa disso, talvez seja hora de mudar a estratégia, por que o publico mudou. Talvez não a revista Dragão Brasil, mas o portal Dragão Brasil seria muito, muito melhor.
Retorno? Não tenho dúvidas que todo rpgista se encontrasse bom conteúdo no portal sempre passaria lá. O nome é forte, Adsense, patrocínios de lojas, banners, até uma loja própria por que não? Garanto que o público da Rede RPG, o público que não é da Rede, qualquer um que goste de rpg se ligaria. Até aquele cara do interior de Minas (brincadeira Edy) ou dos cafundos do Acre (será que existe rpgista no Acre? Será que o Acre existe?) teria acesso, diferente de antes. Lan House tem em todo canto hoje em dia.
O modelo está ultrapassado. Portais como a Rede RPG tem meus parabéns, hoje são referencias no meio do RPG e são provas que um novo modelo deve ser seguido. Nos blogueiros que falamos de RPG, tenho certeza que também sentimos isso. Vasculhamos tantos conteúdos, assinamos tantos feeds, a informação que captamos na internet é bem mais rápida, e bem menos monopolizada, mais diversificada, interessante. Quando vejo uma Dragão Brasil ou DragonSlayer nas bancas, lembro de várias matérias que li em algum lugar na web dos vários que já citei como novo local do público rpgista.
Essa é uma opinião minha, fico aberto a discussões como sempre fiquei, isso aqui é um blog, fiquem a vontade. Talvez as revistas de rpg não acabem. Mas não vai ser como antes, como é o caso da DragonSlayer que tem um espaço entre um lançamento e outro mais longo. O que vocês acham?
24 Responses
to “A Dragão Brasil acabou… Denovo… Momento de Reflexão”
2 Trackback(s)
- fev 8, 2008: A Matilha » Zona de Links - Vol. 3
- fev 11, 2008: Pondo a fofoca em dia « Aventuras na Era Hyboreana








Concordo em quase tudo, Feel.
Ainda acho que um bom número de pessoas passa a saber o que é RPG vendo revistas especializadas como a Dragão Brasil e a Dragão Slayer nas bancas.
Eu sei que a internet é um monstro que mostra de tudo pra todo mundo, mas digo por experiência própria.
Quando eu conheci esse “jogo esquisito” foi porque eu tava lendo uma revista de video games que tinha uma matéria sobre RPG. E eu SEMPRE folheio revistas que eu acho interessantes quando eu passo numa banca, é uma compulsão, eu acho (para o ódio dos donos de banca… hehe).
Resumindo, perde-se um meio de divulgar o hobby.
é, a internet banda larga matou a revista. Antes ela era uma das poucas fontes de informação disponível para quem não entende inglês, mas hj em dia o acesso está mais fácil.
Mas também, parte da culpa é dos editores, na minha opinião. Até falei pro Cassaro que eu parei de ler a DB por causa do excesso de mangás na revista.
Eu até gosto de mangás e talz, mas não curto o cenário deles. (Eu gosto de Ethora, que é um pouco mais sério) Gostava das dicas de mestres e informações sobre lançamentos e livros interessantes.
Além disso eu passei a ler a InQuest e outras revistas gringas, que traziam informação de ponta sobre Magic.
a sua tá guardada phil.
tsu falou um negócio sério ae: “informação de ponta”. esse negócio era uma das coisas mais raras que eu encontrava na DB. talvez pq trabalho com net e tals.. mas isso não deveria ser justificativa.
não sei, mas acho q a DB é um tipo de lich.. ainda não acharam o “baú da morte” deles, hehehe..
Embora seja verdade que a presença da internet alterou radicalmente o mercado editorial, a Dragão Brasil vive na gangorra por que é uma revista ruim.
A experiência da compra de uma revista e da leitura de um site é completamente diferente e. O que a internet fez foi mudar o perfil da revista de sucesso. Antes, era mais fácil manter uma publicação com matérias frias, conteúdo mal escrito, mal diagramado e afins. Hoje a concorrência não são outras revistas, mas qualquer um que queira colocar coisas na internet.
Por essas e outras a revista de sucesso tem que buscar qualidade gráfica e ineditismo. Esse ineditismo nunca vai ser factual, é inviável uma revista trazer notícias da mesma forma que um jornal diário, quanto mais em comparação com um site. O que fica de diferencial então é o olhar que os colunistas e articulistas têm dos fatos e dos produtos.
Uma revista de sucesso tem que ter gente inteligente no comando. Depois que faliram uma revista de sucesso em poucos números, nem uma posterior administração mais razoável pôde fazer grandes coisas.
O cara fez certíssimo em sair e a editora tem toda a razão de estar com o pé atrás.
Na época da Revista Dragon/Dragão Brasil, eu era pivete, e entendia pouco de inglês e estava começando a jogar rpg. Nem tinha conhecidos q jogavam. E internet discada eu também não tinha. Então a revista era a fonte de informação mais fácil no meu caso. Por isso, naquela época eu considerava tudo o q eles falavam como “informação de ponta”, assim como a falecida revista ANIMAX.
Mas ae, fui aprendendo a jogar, meu inglês melhorou, arrumei trampo e podia comprar revista importada e ter acesso à net…aí a DB passou a não me satisfazer mais.
Fora que comprar a revista e ser obrigado a digerir o cenário/sistema deles em todas as edições era dose.
E sei lá, a galera da velha guarda do rpg pára de jogar ou então pára de comprar. E acho q essa pivetada da nova geração não costuma comprar as coisas. A renda é pouca, eles preferem baixar os animes/seriados e obter informações em fóruns, blogs, orkut, etc do que comprar revistas.
Eles podiam parar as adaptações…..
Edy, que maldade, por que o meu está guardado?!? rsrsrs
Na realidade pensei em Minas e associei a você por que é meu unico amigo de lá (dai nesse caso).
Alias, agora também tem o Camilo do Malditos!.
Ok, tem a qualidade. Mas Rômulo, vejo isso pelos jogadores mais experientes que converso. A maioria – a menos que seja um colecionador – ou compra de forma intermitente, ou nem compra. Já os mais jovens até compram mais, mas a internet hoje em dia tem muito conteúdo bom.
Além da queda da qualidade da revista a internet reduziu o publico consumidor complicando mais ainda a situação da revista.
Phil, não sei se me encaixo na categoria de jogadores mais experientes. Mas eu não compro nenhuma revista de RPG brasileira.
Em compensação, toda vez que eu vejo uma White Wolf Magazine, uma Inphobia, uma Criptych ou uma White Dwarf (que está aí firme e forte até hoje) eu compro. Compro inclusive as antigas. Recentemente comprei num papeleiro perto do trabalho um lote de mais de 10 revistas misturadas dos títulos citados.
As leio com um maior prazer e, digo mais, não faz a menor diferença eu estar lendo edições com mais de 10 anos de idade. Sabe por que? Pois são revistas de RPG bem diferentes do que as que temos por aqui, que são todas cópias da Dragon e da Dungeon.
Eu adoro ler as matérias sobre música, por exemplo. Diversas edições tem dicas de álbuns e músicas que tangem RPG.
Adoro as matérias de culinária, que falam sobre lanches rápidos, saudáveis e baratos para substituir o chipitos e a coca-cola que vão te enfartar antes dos 30.
Adoro ler matérias sobre Game Design, onde se fala sobre a jogabilidade dos RPGs e suas possibilidades. Gosto dos artigos sobre filmes, sobre tecnologia. Gosto das resenhas grandes, densas, que ao invés de parece um manual de instrução debatem qual o potencial de diversão do jogo.
Reparou agora como nunca tivemos uma revista de RPG que tratasse de RPG como uma coisa ampla, com público diverso e cheio de referências? Fruto desse nosso mercado viciado, temos revistas igualmente viciadas, que tratam do mundinho asfixiante que é o RPG Brasileiro.
Para não dizer que nada salva, a Dragon Slayer as vezes me aparece com alguma coisa bacana e a D20 Saga era muito bem acabada e atendia perfeitamente a que se propunha: D20.
Onde eu quero chegar com esse bla bla bla: sou meio ressabiado com esse lance de “a internet matou a revista”.
Me lembra a música “video killed the radio star”, que posteriormente virou “internet killed the video star. A música é ótima e a letra tem até algum razão, mas ainda existem as estrelas do rádio e ainda existem as estrelas da TV.
Acho que se há escassez de revistas de RPG nas bancas é por que ninguém ainda descobriu como fazer uma revista de RPG interessante, pois as pessoas estão dispostas a comprar.
Basta perguntar aos seus amigos mais experientes se eles pararam de comprar revista como um todo ou se eles só pararam de comprar revistas de RPG. É possível que você descubra que eles compram regularmente revistas como Super Interessante, Scientific American, Revistas de História e coisas do tipo. Essa informação não está na internet também?
Aliás, eu estava há tempos pensando num post para o observatório sobre esse lote de revistas que eu comprei, vou aproveitar parte do que eu escrevi aqui e te agradeço muitão por ter puxado o assunto ; )
Sem problemas Romulo ; )
Cheguei agora do trabalho, vou adicionar sua sugestão no post sobre Cthulhu.
Apesar de acreditar que a revista morreu no nº 50, sentirei sua falta, foi uma Dragão Brasil de bobeira na banca (DB nº 2) que me incentivou a conhecer mais o que era aquele RPG que eu já conhecia de conversas com amigos e de livrinhos de dicas de games (naquela época só existia um RPG nos games, pelo menos no meu Guia Games, Phanty Star). Descanse em paz Dragão Brasil, você foi muito importante para muita gente.
Concordo com o opiumseed. Se a internet matasse na medida em que informa, não haveria mais nada além dela. A DB bateu os pinos talvez porque a internet tornou suas limitações intoleráveis e, provavelmente, devido às mudanças no esquema de publicação de RPG no Brasil. Crise no mercado de RPG? Quem sabe… mas seria bom descobrir esse mercado antes. Deve ter havido uma mudança de hábitos.
A DB foi muito importante. Mas seu tempo passou. Ela vem agonizando mais do que o devido. Às vezes é melhor morrer enquanto jovem.
pois eh. hoje, as revistas tem q ter qualidade gráfica e informar o leitor da maneira que ele quer ser informado.
na DB, éramos nós quem tínhamos q nos adaptar. fatídico.
depois da internet, eu parei de comprar revistas, de todos os tipos, mas um dia, conheci a PIAUÍ. revista linda. apaixonei por papel novamente. e ainda descobri outras revistas interessantes,d e um ano para cá (pena que nenhuma de rpg).
gostei tb da d20 saga. meu irmao comprou algumas, mas nao vejo mais dela a muito tempo…
hj, só acompanho novidades pelos blogs de rpg mesmo.. q grande responsabilidade a nossa, hein? temos que ensinar a molecada a jogar essa parada, porra!
Também faço parte do bloco, puxado pelo opiumseed, daqueles que acham que a revista morreu mais por si mesma do que pela prevalência da internet.
Eu só faria a ressalva de que achei o último retorno da Dragão o mais próximo do ideal que a revista jamais foi (pelo menos desde que acompanho RPG mais de perto, lá pela segunda metade da década de 90). É uma pena que ela tenha morrido justo agora, quando finalmente tinha potencial para ser algo mais.
Eu também gostei dos ultimos números Fábio! Mas agora quem esta interessado em comprar a revista?
Uma coisa que o Rômulo (Opiumseed) falou e é verdade:
“Depois que faliram uma revista de sucesso em poucos números, nem uma posterior administração mais razoável pôde fazer grandes coisas.”
Pode ser loucura minha, mas o modelo em revista mesmo depois de tudo que Romulo falou ainda não me desce bem. A Dragonslayer está ai, mas sai o que? De 2 em 2 meses?
Ela pode falar bem do que se propôe, que é D20 System, não vou entrar nesse mérito. Mas os jogadores de D20 são uma “grande parcela” de um “pequeno grupo” de consumidores…
Pode aparecer uma revista que me motive a comprar? Vai ter que ser muito boa…
Roubei seu artigo e coloquei na nossa comu de rpg, blza? Bjo.
Realmente… “de novo” acabo…
Acho sinceramente que o primeiro golpe foi a saida do “trio”… a abordagem que o Cassaro o Trvisan e Saladino davam pra revista era a graça, era realmente uma REVISTA DE RPG, falava de todos os sistemas, misturava de manga a Call of Chtulhu… Qndo eles começaram a mudar a “cara” da revista, eles sairam, e lançaram uma proposta nova, uma revista só sobre D&D… e uq o pessoal q assumiu a DB fez? a mesma coisa… a revista q era variada e rica, se tornou restrita, 80 a 90% do material dela tb era voltado para o D20… tinhamos 2 revistas sobre a mesma coisa… uma tinha nome… tdb… ms td mundo sabia q a outra, a “nova” tinha os editores da antiga… o visual ea abordagem tava na “nova revista”…
outro fator importante, é o custo das revistas…
cara, lembro d quando se comprava uma DB com 2 reais… ou qndo era revista menor por 1 real….
agora hoje? 10 reais uma revista…
n é mais barato visitar um blog ou uma cominidade no orkut… gastar 2 reais a hora numa lan, e baixar td?
o pessoal ta dando tiro no pé…
qé fazer uma revista bonita e esqc do poder aquisitivo da maior parte do publico…
a Dragão eo cenario Tormenta, se tornaram sucesso nacional pq eram baratos… hoje em dia os dois tão CAROS… isso “espanta” publico… poucas pessoas podem pagar 300 reais em livros pra “começar a jogar”…
VAMOS ACORDAR EDITORES !!!!!!!!!!
Olha, eu prefiro folhear um tomo do que passar páginas em rede. Mas, realmente, com um portal, poderíamos ver o que estivesse disponível sem pagar. Numa revista, ficamos restritos ao conteúdo do mês e, se for ruim, menos R$8,00.
@Diógenes
Desculpe a demora para a resposta Diógenes! Sim, o custo faz muita diferença quando falamos do sucesso de um material. Mas vale lembrar que se o produto se torna realmente indispensável o preço não faz a menor diferença.
Falta talvez alguém que saiba fazer uma revista e já li boas idéias sobre isso. No momento atual existe uma explosão de blogs e portais sobre o assunto e daqui a pouco vamos ver aonde isso vai parar.
E seja bem vindo ao Dados Limpos, gostei muito da sua opinião!
@Yure
Eu também prefiro folhear uma revista Yure, mas se o conteúdo não me agrada o que faremos? O grande problema é um nicho pequeno com pessoas de gosto tão distintos, o jogador de D&D não tem o mesmo perfil do de vampiro e fica difícil agradar todo mundo.
Material exclusivo como entrevistas e conteúdo de grande qualidade (ao invés de apenas adaptações) poderia ter uma chance. Talvez…
Manu na boa A dragao brasil em sua epoca foi a melhor e vai deichar saudades a ds ta ai e velho eu nao ligo de pagar 15 reais nela ^^ so queru mesmo conceguir um grupo pra continuar jogandu issu e que ta dificil …
Achar um grupo é difícil mesmo Lizak, principalmente quando se mora longe de um grande centro, não sei se esse é seu caso.
Sobre a Ds ai é que tá Lizak, nem todo mundo paga 15 reais por uma revista, acaba virando um artigo de luxo que nem todo mundo em um nicho pequeno compra.