Existe originalidade no RPG?

Roland, o pistoleiro de A Torre Negra encontra sua torre…
Eu estava lendo um post do Tarmann e após ele falar de todo seu processo criativo na criação de uma historia para Castelo Falkenstein percebi uma coisa muito comum entre os mestres de RPG durante seu processo criativo que é aproveitar coisas que ele lê, assiste, ouve ou o que for para suas histórias. Sendo assim, uma história de RPG, pelo menos seu roteiro, meio que planejado pelo mestre, segue um série de referências fantasticas que dariam um verdadeiro livro se forem contadas. Dados Limpos foi criado mais do que interagir com meus jogadores, mas para expor esse processo criativo. Mas ai vem a pergunta que não quer calar. Se criamos coisas baseadas nas ideias dos outros aonde está a originalidade das nossas histórias?
Eu respondo sem problemas.
Naquelas aventuras rápidas que você mestra despretenciosamente para jogadores diferentes, aproveitei 4 vezes a historia escrita na Dragão Brasil que introduzia a história em quadrinhos Dados Selvagens. Em todas elas posso garantir que tiveram sequências de ação totalmente diferentes, por causa da atitude dos jogadores e obviamente por causa de um toque meu. E ai que entra a magia do RPG que é pegar uma proposta, uma historia qualquer e gerar algo totalmente novo por causa de dois fatores imprecindíveis. O Mestre e o Jogador.
Vejo imensas discussões sobre regras, melhores sistemas e fico me perguntando se já não perceberam que o que faz a diferença não são as regras. Quem faz diferença são os jogadores com suas atitudes, seus personagens e os mestres com suas versões e sacadas sobre a mesma história. O RPG deveria ser elevado a estado de arte. Por que sobre ele é possível para o mestre e para os jogadores demonstrarem sua imaginação, interagirem e criarem a cada instante, um livro novo, um conto novo, mesmo do velho.
Claro que existe espaço para a total originalidade. Mas até aonde o conceito de original não seria discutível?
Nisso, me lembrei de A Torre Negra obra de fantasia e ficção científica escrita por Stephen King em homenagem a Senhor dos Aneis e a varias outras coisas que ele fã, como faroeste e varios de seus contos de terror. No final, A Torre Negra e seus 7 volumes se tornaram um amalgama de todas suas histórias, de todas suas influencias criando uma fantasia impar. Ele erra e peca com certeza. Mas a historia se desenvolve bem e mais, a cada volume é possível ver o “mestre” Stephen King criando uma coisa nova, inventando, improvisando, para explicar aquilo que ele proprio criou, muito semelhante ao processo de improviso utilizado pelos mestres, que criam apartir de uma ideia toda uma historia original que vem como um estalo na cabeça do mesmo…
Existe sim originalidade no RPG. Ela é criada durante a aventura nas mãos dos jogadores e do mestre. E sinceramente, são muito melhores que muita coisa escrita por ai, verdadeiros lixos. Alguém disse Harry Potter?








Fala Phil! Primeiro, parabéns pelo post!
Então, só uma coisa a acrescentar (ou quem sabe até resumir). Acho que todo e qualquer tipo de criação passa por duas etapas:
Absorção: Onde levamos em conta o que a pessoa viveu (leu, viu, assistiu, sentiu etc) que serviu como base para a criação.
Criação: Onde a pessoa utiliza seus recursos para transformar tudo aquilo que vivenciou para sua obra (seja ela pintura, cinema, crônica ou aventura de rpg).
Acredito que a criatividade esteja no fato de cada um ser único e isso só ja basta. Dois mestres nunca vão mestrar a mesma aventura de formas iguais, assim como dois grupos distintos de jogadores não vão agir da mesma forma.
E para finalizar… eu já disse no Blog da DS que eu sou eclético, e muitas vezes sou xingado por isso, foda-se… rs. Bom, já li HP e achei bacaninha. Nada comparado à Bernard Cornwell, mas ainda assim, bacaninha. hehe
Eu quis falar (pelo menos tentei) sobre o processo de criação de um mestre de rpg aonde ele pega suas referencias e cria algo novo que no final fica mais diferente ainda na mão dos jogadores e do mestre mesmo. Você sintetizou, mas acrescentou também.
E quanto a ser aclético, todos são para algum tipo de coisa.
Até ser aclético tem sua parcela de relatividade… não se é eclético em tudo.
E conseguiu! =)
Quanto a ser eclético… tava pensando em uma coisa. Eragon foi um filme que eu odiei, a produção foi boa, mas a história… nossa! E ele me parece justamente isso, um apanhado de várias coisas, só que sem tempero… e perante o meu gosto ele fracassa miseravelmente.
Mas ai varias perguntas podem ser feitas. A adaptação foi fiel ao espírito do livro? O problema é do livro ou do filme? Acredito que Eragon (mesmo eu não tendo visto ainda) não tenha dado errado por ser um apanhado de coisas, de varios conceitos conhecidos. Pode ter sido por outros fatores também…
Mas quer ver uma coisa divertida. Pegue o conceito de Eragon, seu roteiro, coloque jogadores de RPG em uma aventura semelhante.
O livro pode ser ruim, o filme pode ser ruim, mas aposto minha vida como algo totalmente novo ou bem mais atraente surge daquela partida. Talvez nem em todo grupo que jogue a mesma história, não a todo instante, mas vai, eu garanto.
Em relação a adaptação eu tenho uma opinião muito bem formada a respeito. Acho que filme e livro são coisas completamente diferentes. Existem duas possibilidades para uma adaptação: ser idêntica ao livro, coisa muito difícil de ser feita devido ao tempo que os filmes tem, mas que pode ficar muito foda (como Senhor dos Anéis), ou acrescentar algo, como O Mochileiro das Galaxias, que apesar de ter sido aprovado pelo Douglas Adams, não ficou tão legal… enfim! Fugi um pouco do assunto.
Com certeza Eragon não deu errado por ser um apanhado de coisas, mas sim pelo fato de no filme, faltar aquele tempero que tornasse ele único. O filme é chutado, tudo acontece muito rápido, a história é previsível, os atores/atuações são fracas… talvez só os efeitos sejam bons. Enfim… não me agradou.
E coloco minha vida nessa aposta também! Já que o RPG traz uma nova perspectiva para a história. E volto a dizer: se o mestre não mantiver os jogadores nas rédeas, uma nova história será contada! =)
Você falou Guia do Mochileiro? Que inferno, depois se você tiver msn, me passa Tarmann. Senão daqui a pouco a parte de comentários vai sair um pouco da ideia do post…
Aew kra, o post seu ficou show, olha só, jogo um rpg de integração, naum usamos dados, há regras no jogo, mas olha só, isso q vc escreveu é tudu valido no jogo, meu mestre é muito bom véio, muit baum mesmo, pra vc ter noção da trama do jogo dele, que ele mesmo diz pra nois personagens desafiar ele no jogo, dentro do jogo a intregração personagem e história é show, muit baum, inclusive o mestre e personagens utiliza as esperiencias fora do jogo para se interagirem na história..baum é isso meu comentario, parabens……ficou massa o post…abrass…
Muito obrigado Daniel! Seja sempre bem vindo ao Dados Limpos. Depois se quiser recomende esse blog aos seus amigos, eu agradeceria!
Tenho link de outros blogs no canto direito do blog, eles são de outros amigos que escrevem muito bem e falam de rpg, vale a pena conferir!
Agora o nome é rpg de integração? Por esse nome nunca havia ouvido.