O Símbolo do RPG e RPG de Invenção

{ Postado em Jan 15 2008 por philsouza }
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dados d20

O Dado de 20 faces pode ser considerado simbolo do RPG?
Imagem extraida do portal português (sem piadas por favor) Abreojogo.

Acabei de ler uma ótima matéria sobre RPG de invenção e sobre o que seria o símbolo do rpg (mais exatamente o que não deveria ser…). Comentários a parte nunca passou pela minha cabeça considerar o D20 o simbolo do rpg, nosso hobby esta muito além de rolagens (principalmente rolagens de um sistema específico) e a defesa da galera do Observatório do RPG ficou muito boa.

Pra finalizar ainda ha uma discusão do que seria um RPG de invenção, um rpg que vai além das convenções, mas não deixa de ser rpg. Vide As Extraordinárias Aventuras do Barão Munchausen como citado no blog, a idéia esta ai. De quebra é oferecido um um pequeno exemplo do que seria um RPG de invenção esse utilizando peças de dominó!

dominó

Domino Gratias! Um RPG de Invenção

O Observatório do RPG é com certeza uma boa adição para os blogs de RPG que realmente estão ai para discutir nosso hobby. Eu recomendo.

Link: Matéria sobre RPG de Invenção e o Simbolo do RPG


22 Responses to “O Símbolo do RPG e RPG de Invenção”

  1. é, tem também aquele sistema Castle Falkenstein que usa cartas…nunca joguei…mas tem vendendo no BR

  2. Tem sim, no EIRPG fiz um amigo, rafael, que era fã desse sistema. Tenho curiosidade de jogar, mas vamos com calma, senão to ferrado…

  3. Obrigado pela citação, Phil! Por que não propor e criar uns RPGs de invenção por aqui também? O convite para criar está aí para todo mundo!

  4. Com certeza Opiumseed! ( tem outro nome que eu possa usar? )
    Gosto muito do gênero humor dentro do RPG, algo que está meio abandonado. Tenho várias idéias nesse sentido (na realidade já estou terminando algumas) e se quiser participar na criação também será muito bem vindo.

  5. Meu nome é Romulo. Fique de olho nas novidades e qualquer coisa é só chamar.

  6. Uso Google Reader, já assinei o feed do observatório do rpg Rômulo, posso garantir que estou de olho.

    Fique de olho também por aqui e no meu blogroll Romulo, ha blogs muito bons de rpg que vão além dos modelos “diário virtual”. Diga-se de passagem, vamos fazer uma reunião estilo BlogCamp no próximo EIRPG.

  7. Pois é, ainda não tinha separado um tempo para observar a blogosfera do RPG brasileiro. Digo que no pouco que vi do ambiente a partir do seu blog, achei o ecossistema respirável.

    Penso até em organizar um post sobre, até para abrir o blogroll do observatório.

  8. Acho que o D20 não cairia bem como símbolo, remete muito a D&D. Mas não tem nada a ver com outros jogos muito bons, tipo 3D&T, GURPS ou Storiteller.

    Acho que seria melhor, hãm, não sei, quem sabe um… Girino. Acho que tem mais a ver né!?!?!?!?

  9. Claro sapo! E o do cristianismos ficava melhor um texugo e a bandeira do Brasil tinha que ser o Giban com o distintivo brilhando igual quando ela encontrava um monstro…

    E é Storyteller

  10. Aí Phill, tou te convidando pra participar do meme que postei hoje. Espero sua participação e espero que goste!!

  11. Opa, o opiumseed, Romulo eu já conheço do orkut, da comunidade de zumbis!
    ê mundo pequeno

  12. Essa é a parte boa do RPG. Não acho que poderemos considerar uma comunidade pequena, talvez média. Mas as pessoas que ativamente participam sempre se conhecem…

  13. RPG de Inveção é interessante e concordo que RPG vai além de usar dado, dominó, carta, etc. Penso que RPG habitual tem três características:
    a) sistema de testes diverso do sistema de combate;
    b) descrição triádica do personagem: genérico (Habilidades de D&D e afins), específico (Perícias de D&D e afins) e superespecífico (Talentos de D&D e afins).
    e) matematização da atividade.
    Acredito, porém, que seja impossível escapar de todas essas três características.
    Interessante notar que a última DB exemplificava o que era RPG com um combate…

  14. Não acredito, Camilo, que possamos resumir o Rpg somente a fichas e estatísticas de personagem. O sistema é de grande ajuda para o Rpg, mas não é essencial. Pode até ser despensado se houver um comprometimento entre jogadores e o narrador em fazer algo que tenha como intuito divertir em vez de competir.

    Sistemas como o MUIC e o Refrão são exemplos de como o jogo consegue ser o mais simples possível e bastante divertido.

    Na minha visão, as três coisas que deveriam ser básicas num personagem de Rpg são: O que ele é capaz de fazer, O que ele não é capaz de fazer e Como ele acredita ser ou não ser capaz de fazer. Só isso já dá um insight grande do que o personagem pode ser.

    Essa é a minha opinião.

  15. Eduardo, não resumo o RPG como sistema. Apontei as características habituais dos RPGs. Gostaria de conhecer os sistemas que você citou. Onde os encontro?

  16. Bom, o sistema Refrão é encontrado para venda no site da Devir, como um sistema Diceless … Eu tenho outro aqui, chamada Active Exploits, que também é Diceless mas segue a estrutura Habilidades Básicas, Habilidades Específicas, Habilidades únicas …

    O MUIC eu não estou mais encontrando na internet, era um sistema muito bom, onde você usava como ficha um papel como um guardanapo de boteco (hehe). MUIC significa Método Universal de Interpretação Conceitual. Ele é muito utilizado como base para construção de outros sistemas com regras mais específicas.

    Bem, eu entendi o que você quiz dizer no seu post, e não quiz passar uma imagem de crítica negativa. Só acho que as vezes nos apegamos demais a sistemas e estatísticas, e esquecemos um pouco o lado holístico do personagem.

    Mas, em grande parte dos sistemas de hoje, eu concordo com você que a regrinha básica que vc colocou acontece. Principalmente agora que muitos dos sistemas novos se baseia muito no D&D/OpenGameLicence. O arquétipo do personagem de Rpg deveria transcender isto, tornando-se mais real ou mais mecânico de acordo com que o grupo está intencionado, e não regulado pelo sistema de jogo, me entende?

    Bom, eu vou ver se acho o PDF destes três sistemas pra ti, qualquer coisa te mando.

    Até mais !!

    P.S.: Eu sou fã de carteirinha de sistemas diceless hehehehe

  17. Opa, está é uma discussão muito boa!

    Camilo, assim como o Eduardo, vou discordar da sua colocação. Acho que a idéia aqui é justamente abstrair a idéia do ‘combate’ na hora de explicar um RPG.

    Veja que os RPGs começaram com os wargames, logo é NATURAL que até a gente, que está há anos nessa brincadeira comece a pensar um RPG a partir de um luta ou de uma pancadaria. A graça é parar e pensar: mas é isso mesmo? Será que para jogar RPG eu preciso ter um combate e sem ele o que rola não é um RPG?

    Eu penso que não. Penso que RPG é sim feito de DESAFIOS, que não necessariamente pode ser um combate. Salvar seu casamento é um desafio, por exemplo. Um jogador que esteja representando um marido que quer reconquistar sua esposa está vivendo um desafio e vai experimentar uma realização ao ultrapassá-lo. Não tem nenhum orc na jogada, mas vai dizer que isso não é um RPG?

    Como RPG é feito de desafios, e RPG é um jogo, ele precisa de regras para a resolução desses conflitos. Não concordo com o Eduardo no que diz respeito ao RPG prescindir de um sistema. A questão aí é o que entendemos como sistema. Sistema é tão somente um conjunto de regras, e sem elas um RPG não é mais um jogo, e sim uma criação de histórias coletivas. Não há o menor problema com essa criação de histórias coletivas, mas temos que separar o que é e o que não é RPG nessa brincadeira, não é mesmo?

    Levantaria também que RPG é feito de personagens. Uma contação de história onde os jogadores não estão representando um (ou um conjunto) fixo e exclusivo de personagens, já começa a ficar mais próximo de um jogo de narração (que é diferente de jogo de representação, como um RPG), onde as regras são feitas para se contar uma história e não para se representar personagens, como no caso do Once Upon a Time da Atlas Games.

    Falando no Once Upon a Time, eu o comprei por esses dias. O jogo é maravilhoso. Resolvi fazer um blog para colocar as melhores histórias que aparecerem nos jogos.

    http://fazdeconto.blogspot.com

    Agora segue o papo que esse papo é bom.

  18. Adorei, como outro fã de rpg diceless essa discussão esta muito divertida. Vamos por alguns pingos nos “is”:

    O Camilo comentou sobre o rpg HABITUAL seguir aquela regrinha básica, o que é verdade. Depois ele falou que seria impossivel escapar dessas caracteristicas, bem ai só acho que o Eduardo explicou melhor:

    “O que ele é capaz de fazer, O que ele não é capaz de fazer e Como ele acredita ser ou não ser capaz de fazer. Só isso já dá um insight grande do que o personagem pode ser.”

    Se observarem “o que você é capaz” ou “o que você é” é feito em jogos de rpg que são mais jogados como perícias, regras que definem sua personalidade, vantagens, desvantagens. O Eduardo definiu e o Camilo exemplificou.

    Obvio que RPG não é só combate, mas talvez o camilo só tenha se expressado mal.

    O romulo colocou bem a questão, essas diferenças entre jogos de narração e interpretação são dignas de um post no observatório Romulo, junto com - quem sabe - exemplos dos mesmos (apesar de os de interpretação conhecermos muito bem).

  19. Perdão, erros de digitação corrigidos e só uma correção:

    Um jogador que esteja representando um marido que quer reconquistar sua esposa está vivendo um desafio e vai experimentar uma realização ao ultrapassá-lo. Não tem nenhum orc na jogada, mas vai dizer que isso não é um RPG?

    Depende de quanto a mulher é feia. Tenho um amigo e rpgista que declara abertamente ser casado com um orc… Mas deixa isso pra lá…

  20. Realmente, este post está dando o que falar! Pensando melhor sobre o que o rômulo colocou, faz sentido que como um jogo, o rpg sem regras ficaria mais como uma narração. E me esqueci de um dos fatores mais interessantes do Rpg, que é a aleatoriedade das ações. No entanto, não vou entrar no mérito da coisa. Essa discussão por si só já ajudou a abrir um pouco meus olhos para alguns conceitos que eu não conhecia ou ignorava.

    Mesmo assim, seria realmente bem interessante um post tratando sobre Narração e (versus) Interpretação.

    Quanto a mim, devo estar completando um texto sobre construção de personagens que devo estar postando logo em breve. Vou levar em consideração o que foi discutido aqui, pois também me exclareceu bastante algumas dúvidas!

  21. Bom pessoal, acho que a gente deve falar também o por que de existir os sistemas, como um conjunto de regras que definem “O que você pode fazer”, vale lembrar que existem jogafores que se não tiverem uma “base” para jogar eles ficam perdidos, e nesse ponto um sistema completo é útil, ou quando o mestre não tem consegue ser imparcial, um sistema grande serve para que os jogadores questionem o mestre.

    Eu como jogador adoro jogos com mais liberdade, onde um sistema não me limite, porem existem jogadores que necessitam desse pilar de apoio.

  22. Quanta discussão!
    Vou por partes:
    1) Acredito que as três características possam se manifestar em graus de intensidades diferentes. Uma pode até sumir. Mas sumir com as três, parece bem difícil (vai ver é até possível);
    2) Quando disse “Interessante notar que a última DB exemplificava o que era RPG com um combate…”, não quis defender que RPG é só combate. Expressei-me mal. Mas é interessante que a DB, tentando divulgar o RPG na contra-capa, dê justamente um combate como exemplo de jogo! Não poderia ser uma barganha, discurso, queda-de-braço, piada, acrobacia, fofoca?
    3) Concordo com o Rômulo: regras são essenciais para o RPG ser um jogo. Ele é tão legal sendo jogo!

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