Jogadora - Diana Stephan
A Diana junto com seu namorado Felipe Velloso foram meus primeiros contatos ligados ao portal Ambrosia que hoje também colaboro. Seu namorado sugeriu a participação da Diana ainda na primeira coluna lançada no Dados Limpos, mas não sei se foi a timidez ou apenas a falta de tempo, a nossa Jogadora do Rio de Janeiro teve sua vez finalmente! Vamos conhecer um pouco mais dessa nova jogadora…
Diana Stephan
Nome: Diana Stephan
Idade: 19
Aonde Mora: Rio de Janeiro
Estado Civil atual (namorando está valendo): Namorando
Formação atual: Estou cursando a faculdade de História
Manias que você tem: A pior mania que eu tinha era roer unha (agora estou extremamente feliz de estar parando
), de resto acho que compro muitos livros e quadrinhos (alguns dos quais eu só lerei daqui a alguns anos), de ouvir música quando estou andando na rua (e ocasionalmente cantarolar e acompanhar o ritmo da forma mais discreta que eu consiga – o que provavelmente não é muito, mas alguma coisa), sorrio quando eu estou nervosa ou com vergonha, fazer reações faciais em resposta a situações ou comentários estúpidos.
Que tipo de música você escuta normalmente enquanto anda pela rua? Pergunta complicada. Eu gosto muito de andar ouvindo música, mas o quê depende do dia… Costumo preferir músicas mais animadas (exceto clássica, porque fica impossível de ouvir direito…), seja mpb, rock anos 50 ou clássicos. Há pouco tempo estava ouvindo muito Beatles e tenho um carinho especial pelo Clapton e por Queen. Mas independente da música que seja fico feliz que nem uma idiota cantando baixo e batendo os pés pelo caminho.
Coisas que gosta de fazer (além de jogar RPG): Ler, escrever (seja minha pesquisa, seja sobre notícias nerds, como eu fazia no Ambrosia), sair (com os amigos, com o namorado, para dar umas voltas de bicicleta), viajar, ter conversas nerds, jogar videogames (principalmente meu dsi) ou assistir meu namorando jogando no meu ps3 :p.
Ah, e como eu pude esquecer? Comer, especialmente doces (portugueses e árabes).
Coisas que não gosta de fazer: A maioria das coisas que eu não gosto de fazer depende de como eu estou na hora. Mas de um modo geral a única coisa que realmente me incomoda não importa quando é ter de ser o centro das atenções para algo que não inclua um trabalho acadêmico (gosto de fazer seminários ou fazer apresentação de trabalhos) ou ter de ficar em lugares cheios de gente por muito tempo.
Você lê bastante? Qual foi o ultimo livro que leu? Fale um pouco sobre o que acho dele. Tenho que ler muito para a faculdade e para pesquisas, não tem jeito. O que por um lado é bom, por permitir que você tenha acesso a muitos textos interessantes, mas por outro você acaba lendo uma grande quantidade de pedaços de textos (xerox que você depois nunca mais consegue achar no meio das pilhas) e acaba ficando sem tempo principalmente para ler ficção (as quais eu normalmente deixo para as férias
). Ademais, eu estou sempre comprando e lendo quadrinhos, que viraram uma paixão há algum tempo e são parte da razão para eu não ter mais espaço no meu quarto para guardar livros…
Essa pergunta é um tanto capciosa, porque a quantidade de quadrinhos que eu leio é muito grande, e até hoje a noite a resposta para ela vai mudar, mas por enquanto a última coisa que li foi o último arco (lançado completo em papel) de B.P.R.D, The Black Godess. Apesar de eu já gostar muito dos trabalhos do Mignola, BPRD realmente está se mostrando uma série melhor do que eu esperava, com uma trama complexa que estava sendo montada há 11 arcos e que agora está se fechando. Como não quero dar spoilers acidentalmente, me contentarei em apenas recomendar fortemente a leitura (que seria super fluida se a alfândega ajudasse…).
De texto corrido, porém, meu último livro que li foi o Cemitério dos Vivos, do Lima Barreto, um livro um pouco difícil de encontrar que consiste em uma espécie de diário da segunda estada do escritor em um manicômio e no texto ficcional (mas que soa como um relato dessa experiência) homônimo, ambos muito bons de ler para quem se interessa pelo tema.
Qualidades e Defeitos que você destacaria em você. Vou começar pelos defeitos que são mais fáceis: sou irritadiça, fico estressada com facilidade e posso responder com violência (o que não significa nada, porque eu tenho a força de uma doninha
); ainda que isso não demore para passar, acho que é a pior coisa. Eu também sou preguiçosa e desisto rápido de muitas das coisas que eu me empolgo para fazer (por isso mestrei 2 mesas de Changeling: the Lost) :/. E não tenho muita paciência para pessoas (o que o meu namorado fala que é uma falha), ainda que isto não aconteça especificamente com nerds :). Meu namorado também está me obrigando a dividir que um defeito que ele destacaria em mim seria que eu sou chata e implicante.
Por fim, sou um tanto quanto envergonhada, portanto não me sinto muito confortável para falar sobre qualidades minhas.
O que o RPG significa para você? Significa uma forma de se divertir, encontrar os amigos e viver coisas que só existem em livros ou em pixels.
Como conheceu o RPG? Eu tive meu primeiro contato com RPG de uma forma tosca que não merece ser descrita; eu conheci o RPG acompanhando meu namorado em algumas mesas em noites ociosas e saindo com a parte dos seus amigos (hoje meus tb) que infernalmente só falavam de mesas. Fiquei com vontade de participar e gostei
O que está jogando no momento? Por enquanto uma mesa de Mago: o Despertar que já tem mais de dois anos e está lutando para tentar sobreviver a falta de tempo dos integrantes do grupo.
Na mesa eu interpreto a Astley, uma Acanthus do Mysterium, originalmente uma circense de espírito-livre que acaba entrando em uma ordem rígida em busca de respostas e acabou se encontrando lá dentro; mesmo primeiramente exercendo a pouco ortodoxa (e mal vista) profissão de ladrão de artefatos (reclaiments) e recentemente descobriu que está grávida de gêmeos, cada bebê de um player diferente (não pergunte).
RPG predileto: Não considero que tenho um RPG preferido, se a crônica for interessante, com um mestre e um grupo que tragam uma história e um entrosamento legal, me sinto igualmente satisfeita. Por outro lado, tenho muito carinho pelo cenário de Changeling, especialmente para com o do NWoD. Talvez pelo clima de fantasia e mundaneidade que se entrosam perfeitamente com uma pitada de medo, talvez por uma frustração que tive jogando o antigo WoD. Tive uma seqüência de mesas que iriam acabar com um live, este seria um final de semana em uma casa de campo, com roupas e maquiagem completa (eu seria uma pucca com asas mecânicas). Tudo acertado, mas não foi concretizado. Nunca ganhei minhas asas.
Em geral prefiro jogos que sejam voltados para a interpretação, coisas que se utilizam de muitas regras (como as frias mecânicas de Gurps ou a forma como alguns jogam D&D) para mim retiram muito a graça do RPG. Eu jogo pela história e pelo personagem, pelo que ele desperta em mim emocionalmente. Além de não ter saco para ficar em mesa de pessoas que ficam combando com regra.
A Diana que fala parece tão tímida, mas não parece tanto com a Diana que joga RPG. Existe realmente essa mudança? Eu sou tímida com algumas coisas, falar de mim mesma é uma delas, rs. Quando eu começei a jogar RPG isso era um problema muito grande, ficava muito sem graça de ter de atuar como outra pessoa, fingir estar em outro papel para outras pessoas. A solução para isso veio do meu namorado, que organizou algumas mesas solo em que eu pude ir me soltando aos poucos. Hoje em dia perdi a maior parte das travas para jogar, consegui me deixar levar pelas personagens e pelo contexto das história. O que eu faço talvez até um pouco demais (sempre, com livros, filmes, etc) e fico envergonhada agora em aparentar quando fico muito emocionada com algum momento específico de uma mesa….
Você acha que mulheres são melhores jogadoras de RPG que os homens? Já conheci mulheres e homens que jogam muito mal e muito bem, não acho que seja isto que faça um bom jogador. Para mim a única diferença é a forma como escolhem os personagens. Geralmente homens interpretam personagens masculinos e vice-versa (MMO não conta!). Ainda que de vez em quanto as pessoas variem um pouco, faz diferença quando você tentar interpretar alguém de sexo diferente do seu (a exceção dos elfos possivelmente).
Você compartilhou conosco sua frustração com um Live que nunca aconteceu. Mas você já participou de algum Live? Fale um pouco sobre o que você acha dos Lives? Não, nunca consegui participar. Mas ainda tenho um frio na barriga sobre isso. Tenho um certo medo de palco e vergonha de interpretar (como disse acima), então apesar de ter vontade de participar de algum live bem produzido (com bons jogadores e uma produção bem-estuturada, local e roupas a caráter, etc) pelo ambiente que não teria outra maneira de ser reproduzido, mantenho um certo medo de estar em um, rs.
Por ser mulher você já sofreu algum tipo de preconceito por jogar rpg? A única coisa que eu sofri por ser jogadora de RPG foram piadinhas sobre eu ser namorada do mestre (ainda que eu nunca tenha ganho XP extra por isso, infelizmente). Quanto a preconceitos quanto ao jogo RPG já tive que vez ou outra explicar o que era o jogo, mas eu não retenho nenhuma memória especial quanto a isso.
E na próxima coluna Jogadoras…
“(…)Sinceridade. Acho que sou tão sincera, que se torna um defeito às vezes…”
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Essa coluna está sendo patrocinada pela loja virtual de RPG D3store, pelo site Paragons e pela editora Jambô! Obrigado a todos!


























