Quando o mestre é “bi” tudo parece mais fácil…
Cortar para os dois lados as vezes pode ser uma boa opção… Ok, ok, ok, eu explico! Acreditem, não começa a tocar agora It’s Raining Men e nem vou iniciar um discurso pró liberdade sexual pan, bi, tri ou o que mais desejar. Estou falando de mestres que querem jogar RPG como jogadores, e se você é mestre como eu, sabe que em regiões aonde não tem muitas pessoas jogando RPG (ou é você mesmo que tem pouco tempo), o mestre resolver por um tempo ser apenas um jogador não se preocupando com certos aspectos de ser mestre é um luxo.
Primeiro de tudo, todo mestre deveria ser primeiro um jogador. Isso ajudaria-o a ver o jogo por outro angulo e nem sempre é possível isso acontecer. Até para dar férias ao indivíduo como mestre, sabe como é, todo trabalho precisa de férias, senão daqui a pouco começa a acontecer acidentes de trabalho e falta de atenção na hora de escolher o desafio não é mole não…
Eu tinha um jogador que revezava comigo contando histórias. Ficamos por muito tempo cada um criando uma aventura de forma intercalada, era divertido e ajudava a desestressar. Curiosamente mesmo quando ele somente mestrava ele dava um jeito de jogar. Isso por que ele sempre tinha um NPC que ele colocava na história e o tal tinha ficha, aquele NPC era obviamente seu personagem.
Jogar com um personagem e mestrar tem seus prós e seus contras. Bom mesmo é por que você não se sente completamente mestre, você mata a saudade de rolar um dados e ganha aquela atenção especial que somente os jogadores possuem.
De ruim temos o problema de você ter muito cuidado para não tornar seu personagem um “bambambam” e gerar a discórdia de seus jogadores. Mestre que previlegia seu próprio personagem não é legal. Outro fator negativo é por que você não vai conseguir se entregar totalmente ao personagem, conseguência de ocupar duas funções no jogo.
Se você não tem nenhum jogador para revezar, algo bem comum, a opção de ter um personagem seu em suas histórias pode ser interessante. Acho que vale a pena lembrar isso por aqui.
Eu mesmo estou pensando seriamente em jogar dentro da minha campanha atual. O mestre é muito bom sabe?
12 Responses
to “Quando o mestre é “bi” tudo parece mais fácil…”
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- fev 19, 2010: NPC, o personagem do mestre - PARAGONS
- abr 7, 2010: NPC, o personagem do mestre | Paragons









Eu sempre gostei disso, jogar o próprio jogo. A questão é ter cuidado com o meta-jogo, afinal, você já sabe o que vai acontecer, a trama toda, mas é para seus jogadores descobrirem, não para seu pj. divulgar tudo…
Enfim, é sempre divertido jogar no próprio jogo. Eu sempre mestro PBFs, fica ainda mais tranquilo fazer isso e controlar o meta. Mas, como estou com muito jogadores, não tem sobrado muito “espaço” para isso.
Isso aconteceu na última aventura que mestrei. Por conta do número reduzido de jogadores tive que por um NPC no grupo controlado por mim.
As vezes quando a coisa tava feia e o pessoal não sabia o que fazer sempre ia perguntar pro NPC, achando que ele iria dar uma solução milagrosa e tal. Mas eu mostrei para eles que nunca se deve deixar as responsabilidades com os NPCs. Por tisso matei todo mundo no fim do jogo xD
@Moureau do Bode Em resumo, meu post que parecia nada haver com o que se falava no twitter ficou tudo haver.
Você foi sacana também, poderia avisavar para eles que você estava jogando com o NPC e não daria informação de jogo. Confesse que você adorou o TPK
@Amandha_Katsu Não é a toa que esse é um fato ruim. Você joga com cuidado, não sendo lá totalmente jogador, não tem muito mistério, você já conhece muito bem o mestre
Moreau: que maldade, matar todos os jogadores!
Bem, como não tenho como colocar um pj. meu em jogo, eu tenho um NPC que é meio “pau p/ toda obra” e onipresente. Tudo bem que ele não está exatamente em dois lugares no mesmo momento, mas ele é o fio condutor da parada todo e o pentelho oficial.
NPCs pentelhos são mais divertidos que personagens em jogo, xD
Eu admitito que só mestro jogando. Fazer o quê? É mais divertido. Mas sempre tive o cuidado de não tornar o NPC a estrela da história. Às vezes esse cuidado é meio excessivo como já aconteceu com Daniel em nosso jogo mais antigo. De um personagem com características naturais de liderança e muito legal (que virou NPC depois que o jogador orginal abandonou) se tornou no sumido, qualquer desculpa e ele se separava do grupo ou ficava caladão.
Vou falar com Dan pra ver se ele topa contar a saga de Reiko no blog, para ficar mais legal ver como às vezes um NPC legal pode virar saco de areia por causa de outros fatores.
Muito bom o post, como sempre, Phil.
Agui na minha área, narrador é mais raro que mico-leão prateado! Quando não sou eu é sempre o mesmo outro. Tentamos tornar nosso melhor jogador em narrador mas o poder subiu à mente, passou mais a perseguir o grupo que contar uma estória.
Quanto a ter NPC, para matar saudades do tempo de jogador, às vezes faço isso mas procuro colocar só um cara combativo sem muitas expectativas. Cuidado ao usar conjuradores pois podem atrapalhar a narração, precisam de atenção a muitos detalhes.
Deveríamos começar uma campanha pró narrador querendo revezamento. Merecemos!
Até.
Bacana, eu já fiz isso, mas usando um grupo inteiro de aventureiros, que eventualmente esbarrava com os jogadores.
Era legal e acho que tinha acertado na dosagem, pois todos se divertiram e se identificavam com o outro grupo.
bem gostei do post e me identifiquei muito com ele e com os cmoentarios, de fato faz falta para o mestre jogar sem o compromisso de criar uma historia e organizar encontro dungeon, mapas intrigas ou coisas do tipo e um personagem de vez em quando é muito bom para simular esta ideia e sensação de jogar como pdj mas no meu caso eu não uso muito dessa ideia não pois eu vejo que os jogadores tendem a se aproveitar do personagem do mestre, pois acham que eles sabem tudo, alem disso é legal ver os jogadores andando com as ´proprias pernas e se quebrando com os desafios enfrentados
obs: por favor deem uma força para meu blog
falandoderpg.blogspot.com
Aaaaaaah rapaz, eu só mestro assim. Sempre tem NPCs andando com os personagens, seja pra eu não ficar sem fazer nada em momentos de roleplay com o grupo, seja pra dar umas dicas de vez em quando ou – principalmente – pra eu jogar também, já que ninguém por aqui me dá folga!
O bacana é que o pessoal se apega aos NPCs e geralmente dão a mesma importância que daria aos outros PJs. Fora que tem os cônjuges de alguns, e aqueles que sempre passam a andar com outros (pegue uma série em que os personagens principais se dividem, eles sempre estão andando com alguns NPCs novos).